Diz o art 5º da Constituição Federal, em seu inciso XVI, afirma que:
"XVI - todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frsutem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente;"
Uma das armas dos movimentos de exceção, que assolaram a humanidade com seus cortejos de desgraça, miséria, violência e morte, era o "truncar das informações", isto é, passa-la de maneira a confundir ou a levar o pensamento das massas aos seus escusos fins. Sem ser percebido, estamos passando por isso em nosso país.
Conforme vemos acima, o inciso XVI, do Art 5º da Constituição Federal, afirma o direito à reuniões em locais abertos ao público (manifestações), mas os meios de comunicação, truncando a informação, começaram a chamar qualquer tipo de manifestação que não atenda aos seus desejos, de "manifestações anti-democráticas".
Não existe manifestação anti-democrática; a manifestação popular é um dos exercícios fundamentais da democracia. Desta forma, a imprensa tendenciosa passa uma mensagem subliminar, plantando de maneira insidiosa na mente da população incauta de que toda e qualquer manifestação é de caráter anti-democrático; assim, fazendo com que o povo tema ir para as ruas e exercer outro de seu direito Constitucional que é a liberdade de expressão.
Querem acuar o povo, querem calar o povo, querem que o povo continue descompromissado, desligado, receoso como no passado recente, quando aqueles que se encastelavam e ainda se encastelam no poder faziam e fazem suas falcatruas e arranjos de benefícios particulares em detrimento da população.
Existe direito à livre manifestação na Venezuela, em Cuba, na China, na Russia, na Coreia do Norte? NÃO! Justamente porque nesses países não se exercita a democracia.
O exercício da democracia vai além do direito ao voto; o exercício da democracia é, acima de tudo o respeitar a opinião alheia, é manifestar-se sem violência, é demonstrar livremente sua satisfação ou insatisfação para com as instituições, sejam elas quais forem.
Temos que ir para as ruas sim; lutar por nossos direitos sim. Mas com ordem, respeito e com "os pés no chão". Pois como disse Franklin Delano Roosevelt: "O radical é aquele que tem os pés firmemente plantados no ar."